mais uma sexta feira infinita

Um passo após o outro,
 com os pés cansados e apertados no sapato ontem
o sol acerta em cheio minha retina e me fez acordar subitamente.
Aquece minhas roupas e o vapor de álcool e cigarros vai me abandonando
a medida em que inunda a rua
meus óculos de sol não estão na bolsa, constato.
 tenho medo de tê-los deixado onde eu estava
um zumbido permanente agride meus ouvidos e tenho certeza de que a caixa de som estava mais alta do que deveria ser
a palpitação no peito não foi apagada pela noite mal dormida
De certa forma, ainda respiro o mesmo ar. Atravesso a rua ainda tentando focalizar.
 Merda. 
Queria que meus olhos fossem uma cinquentinha.
Na padaria, coloquei a mão dentro da bolsa e me dirigi direto ao caixa
um pão de queijo. café. big-big.
 tem vezes que não preciso olhar o que tem, para saber o que eu quero. 
Mordi. fechei os olhos. Vi a festa. Senti o cheiro. Bebi um gole.
 O som angustiante a sublime do solo de guitarra invadiu. 
Foi foda. 
Mas seria melhor se você tivesse ido.

Um comentário:

Carlos disse...

demais.
acho que eu tava nessa sexta. kkk