só isso.




Então é isso. Vou fechar os olhos. Vou rodar, irei dançar, eu irei.  E não vou me importar, por alguns segundos. E nesse meio tempo, enorme, infinito e mínimo, alguém irá aparecer. E eu vou cair. Exatamente como cai tantas vezes. E vou deixar, subir a mão, baixar a voz. E esquecer, sim. E vou gostar, mas por um minuto. Um ou dois, ele será você. Ou irá servir para você enxergar, por de trás do muro, por de trás da áurea  que você criou. Em torno de si. De mim. E em algum momento alguém vai dizer, dizer coisas que eu quis ouvir. Mas eu não queria ouvir desse alguém.  Está claro como o sol. Como seus olhos.  Tentarei ser maior que eu mais uma vez. E pensar primeiro em terceiros. E Vou me culpar. Achar que outra pessoa, exatamente como eu, está pensando em quem está comigo. E certa vez aquela menina me disse que estar com você foi coisa de momento. Deu o que tinha que dar.  E outra vai dizer, que achou melhor voltar a ser o que era antes. E eu vou chorar. Por você. Por pensar que isso, por algum motivo te deixou mal. Amaldiçoando todas, que tiveram a chance. Um mero relance. Deixaram passar. Pena. Muita pena. Pensar que por algum motivo bizarro, você pense que não é bom o bastante. E enquanto isso, continua se aproximando. Cada vez mais, do que eu chamo por ai de perfeição.  E engolir em seco. E prender o choro. E embaçar o olho. Tremer os pés. Concentrar. Contar até três. Voltei. Abri os olhos. Um minuto se passou. Você ainda está lá. Droga.

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